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terça-feira, 12 de setembro de 2017

BPP promove campeonato de xadrez para pessoas com deficiência


Cleunice Bazar Ribeiro da Silva

Anexos13:37 (Há 3 horas)
 para BibliotecaEdnaMarceloSecretariaSilvanaPriscillaTiagoCarlosSidneyMariaMARIALISANDRAHugoHugoAdrianiJulianaRosaRosaAnaLucianaJOÃODiegoFernandaDenizeUNILEHU


A Biblioteca Pública do Paraná, em parceria com o Instituto IBGPEX/Uninter e a Associação Batista de Ação Social de Curitiba (ABASC/PIB), promove no dia 23 de setembro a primeira etapa do “Torneio Amizade de Xadrez”. Voltado para pessoas que possuem algum tipo de deficiência, o evento acontece no campus Garcez da Uninter, a partir das 8h30.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo telefone (41) 3221-4985. Outras duas etapas do campeonato serão realizadas nos dias 21 de outubro e 18 de novembro, na BPP e na Primeira Igreja Batista de Curitiba, respectivamente.

O torneio incentiva a prática do xadrez e viabiliza que os jogadores demonstrem suas habilidades no esporte, sejam iniciantes ou experientes, com diferentes tipos de deficiência (auditiva, visual, física, etc.). Haverá medalhas, troféus e brindes para os vencedores e participantes.

Os parceiros
O Instituto IBGPEX de Responsabilidade Socioambiental faz parte do Grupo Uninter e tem como objetivo integrar pessoas com deficiências ao mercado de trabalho de maneira gratuita. Já a Associação Batista de Ação Social de Curitiba (ABASC), fundada em 1996, é uma instituição filantrópica que atua com a finalidade de ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Serviço:
“Torneio Amizade de Xadrez”
Primeira etapa: 23 de setembro, a partir das 8h30
Uninter, campus Garcez (R. Luiz Xavier, 103, 8º andar, Centro — Curitiba/PR)
Inscrições e mais informações: (41) 3221-4985 ou pelo e-mail inscricaobraille@bpp.pr.gov.br

Fonte: BPP


Imprensa BPP
Biblioteca Pública do Paraná

domingo, 20 de agosto de 2017

Encontro de mães e pais com deficiência visual.


Evento, Angélica Cardoso Gama, canal do Mundo Cegal

Live! Encontro de mães e pais com deficiência visual.
No próximo dia 12 de outubro, acontece em São Paulo o I Encontro de mães e pais com deficiência visual. A idealizadora e organizadora do Evento, Angélica Cardoso Gama, estará conversando conosco, na próxima sexta-feira, sobre esse evento e tirando todas as nossas dúvidas.
"Resolvi idealizar o primeiro encontro de mães e pais com deficiência
visual, por acreditar que tanto esses pais quanto esses filhos
precisam saber que não estão sozinhos", diz Angélica.
O Encontro já tem uma página no Facebook: https://www.facebook.com/mapadevi
Na página, Angélica escreve que esses pais e filhos "podem sim pensar num dia em que os preconceitos possam ser diminuídos e que essas  crianças precisam se conhecer e serem suporte umas para as outras na tarefa, muitas vezes, dolorosa de ver seus pais serem discriminados o
tempo todo por conta de uma limitação visível".
Não perca! É na próxima sexta-feira, dia 18 de agosto, às 21:30, no canal do Mundo Cegal. Você poderá assistir ao vivo e fazer perguntas em tempo real. Compartilhe esse link!
https://www.youtube.com/watch?v=6CU0_l6D10U

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Atenção pessoas com deficiência visual de Curitiba e região metropolitana!!

musicografia Braille

Entrada
x

Cleomira Ferreira de Souza

15:25 (Há 7 horas)

        Atenção pessoas com deficiência visual de Curitiba e região metropolitana!!

  O Projeto Música Tátil abre inscrições especiais para o segundo semestre do Curso de Teoria Musical e Solfejo, com ênfase na escrita de música em braille, a musicografia Braille!!
  Aulas começam na primeira terça-feira de agosto, dia 8.
  Importante:
Como o curso já foi iniciado no primeiro semestre de 2017, quem começar no segundo semestre terá que fazer reposição dos conteúdos em ocasião a combinar.
  É necessário possuir material de escrita braille.
  Curso voltado exclusivamente para pessoas com deficiência visual, que tenham interesse em se aprofundar nos conhecimentos musicais.
  Não é aula de canto ou instrumento. É aula de teoria musical. Informe-se.
  Apoie essa iniciativa. Ajude a compartilhar.
Maiores esclarecimentos falar com Luiz Amorim, professor de música com deficiência visual e responsável pelo Projeto Música Tátil no TIM ou Zap:

sábado, 27 de maio de 2017

Escritora Joyce Guerra lança livro e faz palestra sobre inclusão de pessoas com deficiência visual na BPP

Compareça e divulgue


 Escritora Joyce Guerra lança livro e faz palestra sobre inclusão de pessoas com deficiência visual na BPP


 

A Biblioteca Pública do Paraná promove, no dia 9 de junho, o lançamento do livro Muito além da sobrevivência, de Joyce Guerra. A obra traz crônicas, diálogos e reflexões baseadas na vivência da autora, cujo objetivo é auxiliar pessoas com deficiência visual na busca de uma vida autônoma. Além de lançar e autografar a obra, Joyce ministra a palestra “Muito além da sobrevivência: desafios e reflexões sobre inclusão e preconceito”. O evento acontece no auditório, às 14h, com entrada gratuita.

Joyce Guerra perdeu a visão aos 11 meses de idade devido a um erro médico. Além de ser escritora, milita nas redes sociais, discutindo diversos temas relacionados à inclusão de pessoas com deficiência visual na sociedade.

 

Serviço:

Palestra e lançamento do livro Muito além da sobrevivência, de Joyce Guerra

Dia 9 de junho, às 14h, no Auditório da BPP (R. Cândido Lopes, 133, Centro – Curitiba, PR)

Palestra com certificação

Entrada franca

Preço do livro: R$ 40

Mais informações: (41) 3221-4985



Cleomira F. Burdzinski 
Chefe - Seção Braille
Biblioteca Pública do Paraná

quarta-feira, 10 de maio de 2017

O Instituto Paranaense de Cegos - IPC, em parceria com o Banco Bradesco, tem o prazer de convidar seus associados, usuários e colaboradores para o evento "Bem-estar financeiro ao alcance de todos". No dia 10/05/2017 (quarta-feira) às 13:00 h, no auditório do IPC.

Cleomira Ferreira de Souza

Anexos14:56 (Há 19 horas)
para Cleunice
Colegas,

O Instituto Paranaense de Cegos - IPC, em parceria com o Banco Bradesco, tem o prazer de convidar seus associados, usuários e colaboradores para o evento "Bem-estar financeiro ao alcance de todos". No dia 10/05/2017 (quarta-feira) às 13:00 h, no auditório do IPC.

Contamos com a presença de todos e todas!!!

Abraço, 


Cleomira F. Burdzinski 
Chefe - Seção Braille
Biblioteca Pública do Paraná
Área de anexos

terça-feira, 9 de maio de 2017

Como resolver a questão da exigência de duas testemunhas pelos cartórios





Publicado em 6 de mai de 2017
O que fazer quando um cartório exige duas testemunhas para o reconhecimento de firma ou prestação de qualquer outro serviço quando o solicitante tem deficiência visual? Essa exigência deixou de existir, mas a maioria dos cartorários ainda não sabe disso. Cabe a nós informá-los da forma correta. Veja como!

Lei 13.146/2015, Lei Brasileira de inclusão
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/...

Resolução 230 do Conselho Nacional de Justiça
http://www.cnj.jus.br/files/atos_admi...

Resolvendo definitivamente o problema das duas testemunhas exigidas pelos cartórios

Resolvendo definitivamente o problema das duas testemunhas exigidas pelos cartórios
Entrada
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Mundo Cegal <mundo@mundocegal.com.br>
12:37 (Há 3 horas)
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...
Quem, com deficiência visual, nunca vivenciou o constrangimento de, ao
tentar utilizar qualquer serviço notarial, deparar com a exigência dos
cartórios para que duas testemunhas acompanhem o procedimento, como se
elas estivessem se responsabilizando ou cuidando da pessoa cega e com
baixa visão?
Demorou. Mas a lei finalmente resolveu essa questão e agora não somos mais
obrigados a apresentar as testemunhas. Veja, no link a seguir, uma breve
explicação de como você pode proceder quando um cartório, desavisadamente,
te pedir as testemunhas.

https://www.youtube.com/watch?v=YVmKxrCP3Cc

Saudações,
Diniz
www.mundocegal.com.br


_______________________________________________
Para não receber mais nossos informativos, envie um e-mail em branco para divulgacoes-unsubscribe@mundocegal.com.br
Área de anexos
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sábado, 15 de abril de 2017

Pressão do Olho: Tudo que você precisa saber!

Live! As pessoas com baixa visão e o uso da bengala verde.

Live! As pessoas com baixa visão e o uso da bengala verde.
No dia 18 de abril, às 21h, o Mundo Cegal promove sua terceira live, dessa vez, com o tema: As pessoas com baixa visão e a bengala verde.
Manoel Negraes, Rafael Braz e Fernanda Shcolnik conversam conosco sobre as características da baixa visão, origem e objetivos da bengala verde e outras questões importantes para o debate no Brasil.
O evento poderá ser acompanhado em tempo real e nossos convidados farão uma apresentação e responderão à perguntas sobre a bengala verde.
Manoel Negraes.
Bacharel em Sociologia e Política, pós-graduado em Sócio-Psicologia e pós-graduando em Antropologia Cultural. Sócio-proprietário da Vias Abertas - Comunicação, Cultura e Inclusão.
Rafael Braz.
Graduando do 8º semestre do curso de Psicologia da Universidade Unilasalle Canoas - Pesquisador de iniciação científica na área de Saúde e Desenvolvimento Humano da Universidade Unilasalle Canoas - Consultor/Revisor em Audiodescrição para produções artísticas e culturais.
Fernanda Shcolnik.
É professora de português e literatura, Doutora em literatura comparada pela UERJ e diretora de comunicação da Associação dos Deficientes Visuais do Estado do Rio de Janeiro - ADVERJ.
Acompanhe no link

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Nota de Esclarecimento

NOTA DE ESCLARECIMENTO DA ONCB


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NOTA DE ESCLARECIMENTO DA ONCB
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Diniz <mundo@mundocegal.com.br>
23:49 (Há 6 minutos)
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Nota de Esclarecimento

Com relação ao e-mail intitulado “Operação Lava Jato finalmente começa a investigar as instituições de cegos do Brasil”, disparado no dia 11/04/2017 pelo Portal da Deficiência Visual, a Organização Nacional de Cegos do
Brasil / ONCB, vem a público esclarecer o que segue:

1 – A operação desencadeada pela Polícia Federal a partir de março de 2014, em parceria com o Ministério Público Federal, chancelada pela 13ª Vara Federal de Curitiba-PR, popularmente conhecida por operação “Lava Jato”,
não possui qualquer linha investigativa referente as instituições que atuam na prestação de serviços ou na defesa e na garantia dos direitos das pessoas cegas ou com baixa visão;

2 – A LARAMARA (Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual), pessoa jurídica de direito privado, mencionada na citada reportagem veiculada na televisão no último domingo 09/04/2017, como outras 85 entidades, integra o quadro de Afiliadas a ONCB e não a sua Diretoria Executiva, tendo em vista, que o referido órgão administrativo da Organização Nacional de Cegos do Brasil, é constituído na sua totalidade por pessoas físicas, não havendo lugar para pessoas jurídicas em sua
composição;
3 – Outrossim, é imperioso consignar que é de conhecimento público que o sociólogo e radialista Clóvis Alberto Pereira, renomado consultor em acessibilidade e inclusão social, possui um vínculo de 19 anos com a Laramara, primeiramente como atendido, e a posteriori como colaborador da supracitada entidade, e unicamente por sua militância no segmento das pessoas com deficiência visual atualmente ocupa o posto de I VicePresidente da ONCB, o que não guarda qualquer relação com a narrativa trazida pelo e-mail em tela;

4 – Nesse sentido, são incompreensíveis e obscuras as razões que motivaram o Portal da Deficiência Visual a engendrar e difundir uma narrativa associando a Organização Nacional de Cegos do Brasil as investigações da “Lava Jato”, sobretudo por se tratar a ONCB de Entidade que jamais teve seu nome/CNPJ vinculado a qualquer tipo ou grau de irregularidade;

5 – Ademais, mister se faz expressar integral solidariedade à Laramara que há mais de 25 anos presta relevantes serviços às pessoas com deficiência visual, seus familiares de todo o Brasil e  aos profissionais, inclusive do exterior, ligados ao tema, e destacar que mesmo na matéria, a entidade não foi tratada como investigada, mas sim como vítima, que ao tomar ciência de possíveis irregularidades, não protelou um só instante em tomar as medidas internas pertinentes e denunciar a situação ao ministério público e outros órgãos competentes.

6. A Organização Nacional de Cegos do Brasil, representante de 86 entidades atuantes na habilitação, reabilitação e defesa de direitos da pessoa com deficiência visual, manifesta total apoio as investigações realizadas pela polícia e pelo Ministério Público, desejando que os verdadeiros culpados sejam devidamente responsabilizados e exemplarmente punidos pela justiça na forma da Lei.

Brasília-DF, 13 de Abril de 2017.

A Diretoria.

segunda-feira, 27 de março de 2017

ORGANIZAÇÃO NACIONAL DE CEGOS DO BRASIL SE POSICIONA SOBRE CURSOS DE ORIENTAÇÃO E MOBILIDADE À DISTÂNCIA

ORGANIZAÇÃO NACIONAL DE CEGOS DO BRASIL SE POSICIONA SOBRE CURSOS DE ORIENTAÇÃO E MOBILIDADE À DISTÂNCIA

Por meio de parecer técnico divulgado em 23/03/2017, a Organização Nacional de Cegos do Brasil apresenta um complexo conjunto de informações históricas, conceituais e analíticas sobre a deficiência visual e o deslocamento de pessoas cegas e com baixa visão.
Tal parecer foi publicado porque a ONCB foi questionada por uma de suas entidades afiliadas acerca da validade de uma perigosa atividade exercida por uma empresa de nome fantasia "Portal da Deficiência Visual", de propriedade de Wagner Alves Ribeiro Maia. A citada empresa oferece cursos de orientação e mobilidade, atividades da vida autônoma e demais áreas do conhecimento sob a modalidade totalmente à distância. Relativamente às duas primeiras categorias, a preocupação é grande por parte dos especialistas na área da deficiência visual.
O documento expressa os benefícios e vantagens da aplicação de plataformas EAD na formação das pessoas com deficiência visual, todavia conclui que "(...)para a Organização Nacional de Cegos do Brasil, um curso de orientação e mobilidade ministrado totalmente à distância (modalidade EAD), pela sua especificidade e complexidade, apresenta-se incompleto e inseguro, seja para a pessoa com deficiência visual que o faça, seja para o profissional que busque atuar na área".
Confira o documento na íntegra:
Inscrição do CNPJ / MF: 10.400.386/0001-82
Escritório Brasília
SCS Quadra 1 – Bloco B – Sala 307
Brasília - DF Cep: 70308-900 E Telefone: (61) 3041-8288
E-mail: brasilia@oncb.org.br
PARECER TÉCNICO DA ORGANIZAÇÃO NACIONAL DE CEGOS DO BRASIL, ACERCA DE CURSOS DE ORIENTAÇÃO E MOBILIDADE MINISTRADOS TOTALMENTE À DISTÂNCIA
1. Apresentação:
A Organização Nacional De Cegos do Brasil (ONCB), instituição da sociedade civil, representante de forma direta de 85 organizações de e para cegos legalmente constituídas, com representação nas cinco regiões geográficas, tem como uma de suas principais atribuições, a defesa dos direitos das pessoas com deficiência visual – cegas e com baixa visão. Para tanto, atua em âmbito nacional e internacional, participando de discussões de temas relevantes para o segmento, quer seja nas áreas da saúde, educação, reabilitação, trabalho e emprego, assistência social, acessibilidade, dentre outras, com o objetivo de contribuir para a construção de políticas públicas que venham favorecer as pessoas com deficiência visual.
Para viabilizar a persecução dos seus objetivos, a ONCB tem assento no Conselho Nacional de Direitos da Pessoa Com Deficiência (CONADE); Conselho Nacional de Saúde (CNS); Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE); Conselho Diretivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), Comissão Brasileira do Braille (CBB), além de integrar, em nível internacional, a União Latinoamericana de Cegos (ULAC) e a União Mundial de cegos (UMC).
2. Da análise da matéria:
A história das pessoas com deficiência vem marcada por exclusão e incapacidade por possuírem algum tipo de limitação; sejam elas físicas, auditivas, intelectuais e visuais.
Fernandes et al. (2011) expõe que na idade antiga:
Os que sobreviviam eram explorados nas cidades ou tornavam-se atrações de circos. O nascimento de indivíduos com
deficiência era encarado como castigo de Deus; eles eram vistos como feiticeiros ou como bruxos. Eram seres diabólicos que deveriam ser castigados para poderem se purificar. Nesse período, a Igreja se constitui como um grande aliado dos deficientes, pois os acolhiam.
Com relação ao sistema sensorial visual, a visão pode ser considerada como o sentido mais importante para a interpretação do mundo à nossa volta. Este sistema sensorial tem a função de captar todas as informações visuais provindas do meio ambiente e destes transmitir ao sistema nervoso central. O olho é o órgão sensorial responsável pela captação e transmissão dos estímulos visuais externos. Assim, pessoas cegas ou com baixa visão, precisam desenvolver outras habilidades, como a motora, auditiva e tátil, para elaborar conceitos sobre o mundo que as cerca (VEITZMAN, 2003).
A perda da capacidade de visão pode atribuir consequências desfavoráveis em âmbito individual e coletivo, com o limite nos casos em que não houver estímulos no decorrer do desenvolvimento da pessoa, implicações em sua interação com o ambiente ou nos diferentes contextos de formação em que se inserem, tais como: família, trabalho, dentre outros.
Segundo as estimativas atuais do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, indicam a ocorrência no mundo de aproximadamente 50 milhões de pessoas cegas, 180 milhões com alguma deficiência visual e 135 milhões com a deficiência visual instalada e com risco de cegueira. Entretanto, previsões para 2020 chegam a aumentar para 76 milhões de pessoas cegas em toda a esfera global (ÁVILA; ALVES; NISHI, 2015).
De acordo com o CBO as estimativas para o Brasil correspondem a 1,4 milhões de pessoas com cegueira, sendo cálculo realizado com relação à prevalência de cegueira segundo a sua condição socioeconômica da população brasileira. Na Tabela abaixo observa-se maior prevalência de pessoas com condição socioeconômica baixa (ÁVILA; ALVES; NISHI, 2015).
Tabela 1 - Prevalência de Cegueira por Faixa Populacional
População
Quantidade
Cegos
Prevalência
Indigente
20.598.495
247.182
1,2%
Pobre
55.376.831
526.080
0,95%
Classe Média
107.854.234
647.125
0,65%
Rica
354.704
1.064
0,3%
Total Estimado para o Brasil = 1.421.451
Fonte: Adaptado de (ÁVILA; ALVES; NISHI, 2015).
No que concerne aos cursos oferecidos no nosso país na modalidade de Educação a Distância (EaD), sabe-se que tais apresentam consideráveis transformações relacionadas à tecnologia no mundo contemporâneo, abordando as contribuições para o processo de ensino-aprendizagem. Ressalta-se que o profissional, além de exercer uma função típica de trabalho de um docente tradicional, assume novos papéis que são exigidos para EaD.
Sabe-se que a EaD apresenta importantes ferramentas que possibilitam a formação a quem não poderia obter no formato de ensino tradicional.
A EaD apresenta aspectos significativos para formação superior no nosso país, tornando-se assim, como uma relevância social, considerável, no acesso ao Ensino Superior, que configure-se como uma realidade cada vez mais presente na vida dos cidadãos brasileiros.
O Ministério da Educação (MEC), especificamente relacionado ao Estado de São Paulo, conta com mais de 283 municípios com o Ensino na modalidade EaD, perfazendo um total de 731 cursos de formação (MEC, 2015).
A Educação a Distância é um importante meio para o desenvolvimento humano, entendendo-se que o desenvolvimento ocorre pelas capacidades de oportunidades, e tal modalidade com o auxílio de recursos tecnológicos, permite o acesso a construção do conhecimento.
Orientação é a habilidade de reconhecimento da postura em relação ao ambiente; Mobilidade é a habilidade de se mover com segurança e eficiência; Orientação e Mobilidade (OM) para a pessoa com deficiência visual é o aprendizado no uso dos sentidos remanescentes para obter informações do ambiente e a partir destas se locomover. Ou seja, saber onde está, para onde quer ir e como fazer para chegar aos lugares desejados, controlando os seus movimentos de forma organizada e eficaz.
Por muitas vezes pode ser confundido com a aprendizagem apenas do uso da bengala. Quanto a este processo, envolve diferentes estratégias e recursos, pois
configura-se como uma atividade motora e sensorial e pode ser definido de forma ampla e flexível, composta por um conjunto de capacidades, dentre elas: motoras, cognitivas, afetivas e sociais e por um elenco de técnicas apropriadas e específicas, que permitem ao seu usuário conhecer, relacionar-se e deslocar-se de forma independente e natural nas mais diversas estruturas, espaços e situações do ambiente.
Para a pessoa com deficiência visual conforme exposto, o contato com o mundo externo por meio da visão apresenta-se de forma limitada ou ausente requerendo-se assim que a pessoa aprimore ou desenvolva condições necessárias para a interação com os diferentes ambientes (internos/externos). Neste aspecto, os sentidos remanescentes serão primordiais para o sucesso de uma locomoção com autonomia e independência, associada ao treino das técnicas de OM.
Neste caso específico dos cursos de OM realizados totalmente à distância, questiona-se sua Eficácia e por consequência a vulnerabilidade e o risco que podem influenciar nos aspectos essenciais da locomoção autônoma e segura das pessoas com deficiência visual. Entendemos a extrema importância da vivência prática e cinestésica em diferentes espaços, tais como: ônibus, shopping, escada rolantes, elevadores, dentre outros.
A importância de orientações ao atendido e seus familiares com o profissional especializado será essencial para o direcionamento e treinos na utilização dos sentidos táteis, olfativos, auditivos, bem como o conhecimento e o reconhecimento de diferentes espaços, integrando o sistema sensorial.
Apenas com avaliação específica realizada por profissionais qualificados e capacitados pode se verificar: o equilíbrio, imagem corporal, postura, resíduo visual, habilidades táteis e auditivas, personalidade e inteligência os quais são fatores que influenciam o rendimento da pessoa com deficiência visual submetida ao programa de OM.
São nos espaços de reabilitação que se discute que apesar da OM ser uma forma dependente de se locomover, deve possibilitar o controle, a interpretação e a efetiva participação da pessoa cega ou com baixa visão nas decisões do que ocorre durante o seu deslocamento.
A prescrição do uso da bengala longa dependerá dos resultados da avaliação quanto ao campo visual, da visão de profundidade para detecção de desníveis e
obstáculos no piso e, das dificuldades nas variações da luminosidade e iluminação ambiental.
Deve-se considerar que a proposta de um programa de OM voltado à pessoa com baixa visão, tem por objetivo final tornar a pessoa um pedestre muito mais atento às regras de segurança do que os demais, garantindo maior proteção à sua integridade física.
Sendo para tanto, abordados o Desenvolvimento da psicomotricidade (agachar, pular, girar uma volta, meia volta, ¼ de volta); Uso dos segmentos corporais (cabeça, tronco, membros) como uma forma de se proteger, estabelecer relações posicionais e direcionais, fazer contato com objetos e pessoa; Familiarização (métodos perímetro e cruzamento) é o momento de ter contato direto com grande variedade de objetos, elementos e ambientes. O momento também é riquíssimo para conhecer de forma prática situações apenas verbalizadas. Bem trabalhada, a familiarização ajuda a desenvolver as condições intelectuais, motoras, sociais e emocionais, levando a pessoa com deficiência visual a buscar uma atitude positiva voltada para independência.
Podendo ser realizadas em conjunto com outras habilidades e sistemas da OM (guia vidente, bengala longa, cão-guia, ajudas eletrônicas) (FELIPPE, 2009).
É válido ressaltar a importância de considerar a realidade, rotina e características individuais de cada pessoa com deficiência, bem como de compreender as patologias específicas para o processo de reabilitação, entendendo-se a necessidade de estudo de caso a respeito de cada indivíduo, entre elas: patologia instalada, diagnóstico, prognóstico, especificidades da patologia, e doenças associadas a deficiência visual. Lembra-se que o objetivo das técnicas de OM é o de proporcionar a pessoa com deficiência visual condições para que possa desenvolver sua capacidade de se orientar e se movimentar com independência, segurança, eficiência e adequação, de acordo com seu potencial bio-psico-social; cabendo ao usuário transpor os conhecimentos e técnicas adquiridos durante as sessões para as diversas situações do dia-a-dia.
Conforme definição da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, assinada pelo Brasil em 2007 e ratificada pelo Congresso Nacional com validade constitucional em 2008, entende-se deficiência como aquelas pessoas que têm impedimentos de natureza física, intelectual ou sensorial e que, em interação com barreiras, podem sofrer restrição de participação. Portanto, para ser considerada pessoa
com deficiência, não basta apresentar impedimentos corporais, mas sofrer a restrição de participação gerada pelas barreiras.
3. Conclusão:
Com o acima exposto, para a Organização Nacional de Cegos do Brasil, um curso de orientação e mobilidade ministrado totalmente à distância (modalidade EAD), pela sua especificidade e complexidade, apresenta-se incompleto e inseguro, seja para a pessoa com deficiência visual que o faça, seja para o profissional que busque atuar na área.
É o parecer.
Brasília - DF, 23 de março de 2017
ANTONIO MUNIZ DA SILVA
PRESIDENTE DA ONCB
REFERÊNCIAS:
ÁVILA, M.; ALVES, M. R; NISHI, M. As Condições de Saúde Ocular no Brasil. Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO): São Paulo. 1ª Edição, p. 1 -144, 2015.
FERNANDES, L. B. et al. Breve Histórico da Deficiência e seus Paradigmas. Revistado Núcleo de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares em Musicoterapia, Curitiba. v.2, p.132-144, 2011.
IBGE: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (IBGE) Censo demográfico 2000. População residente por tipo de deficiência. Disponível em: http://www.ibge.gov.br

VEITZMAN, S. A criança com Deficiência Visual In: SOUZA, A.M.C. A Criança Especial: temas médicos, educativos e sociais. São Paulo: Roca, 2003, p.115-122.

Livre de vírus. www.avast.com.